Aqui há uns anos dois amigos que estudavam em Coimbra envolveram-se numa discussão sobre qual era a melhor história do ciclo arturiano. Um defendia o clássico de Thomas Malory "A Morte de Artur" o outro por seu lado defendia "As Brumas de Avalon" de Marion Zimmer Bradley. A discussão, dizem, durou mais de uma semana até ao dia em que estando com um amigo da namorada de um deles, esta, farta da discussão resolveu arrumar a questão e perguntou ao amigo qualquer coisa como:
- Tu que lês imenso, diz lá qual é a melhor história do rei Artur a do Malory ou a da Zimmer Bradley?
- Eu pessoalmente preferi a do Cornwell. - Respondeu o amigo acendendo ainda mais a discussão.
Os dois amigos que discutiram por mais de uma semana eram o Zé e o Deus e o amigo era o Mário os fundadores deste blog.
E como o Zé já falou aqui nas "Crónicas do Senhor da Guerra" e Mário e Deus já escreveram sobre as outras sagas do Cornwell já poucos livros ficaram por abordar. Poucos... mas faltou este genial "Stonehenge"Na Idade da Pedra há cerca de quatro mil anos, homens e mulheres hoje desconhecidos ergueram construções imensas, monumentais, em pedra. A imagem das pedras de Stonehenge, dispostas em círculo, é hoje amplamente conhecida. Cornwell deitou mãos ao tema e ofereceu ao leitor este magnífico romance.
E quem melhor que Cornwell para nos pintar um retrato de como deve ter sido a vida do povo primitivo que habitava aquela região e que deve ter construído essa obra exemplar.
O interessante é que não muito tempo depois de ter lido este livro pela primeira vez vi um documentário na televisão em que arqueólogos acabavam por confirmar muitos dos aspectos relatados por Cornwell neste romance. Desde o transporte das pedras até á construção de Stonehenge.
Um romance genial de um autor genial.