
…A história de um crime impossível, um conto fantástico, teatro de invenções linguísticas hilariantes, este livro celebra a força do mito e da utopia…
Mais do que um romance histórico, Baudolino é uma viagem ao imaginário da Idade Média, ás suas crenças, temores e sim, também à história. As Cruzadas, guerras e conflictos no interior do Sacro-Império. Na história misturam-se personagens ficticias (Baudolino e os seus mais fieis amigos...) com personagens reais (Frederico Barba Roxa, alguns nobres, os vários Papas e anti-Papas...).
A história pode-se resumir nas próprias palavras do personagem: "(...),o problema da minha vida é que sempre confundi o que via com o que queria ver." ou então "(...), mas quanto ao resto estavam todossuspensos dos meus lábios. Se me apetecesse dizer que tinha visto uma sereia no mar - depois de o imperador me trazer como o que via os santos - todos acreditavam e me diziam bravo, bravo..."
E é precisamente essa capacidade de transformar a imaginação em factos reais que vai levar Baudolino a reescrever a história do seu tempo influenciando e guiando os seus protagonistas começando pelo próprio imperador Frederico.
Ao longo da história o real mistura-se com a fantasia, sem se saber o que é verdadeiro... e o que é fantasia... de tal modo que chega a ser hilariante ler as ideias e planos que ocorrem na mente de Baudolino e seus amigos.
«Baudolino é uma sumptuosa ecografia, um delicioso fresco sobre a vida da abadia, os labirintos, as heresias, a necromântica, o riso, a pobreza, os segredos da biblioteca. A carta do mítico Prestes João é bem a criação por antonomásia a que Baudolino dará dignidade "oficial", porventura a invenção mais feliz deste livro.»
Jornal de Letras
«Se Baudolino se tornar tão popular como Guilherme de Baskerville e Adso, os protagonistas de O Nome da Rosa, os leitores de Eco conversarão tão facilmente sobre o século XII e Frederico Barbarroxa como discutem sobre a programação televisiva.»
Expresso
«A partir do imaginário do seu protagonista, Eco cria uma narração leve e hilariante, em que nada é absurdo, que narra os acontecimentos históricos como aventuras de um grande romance picaresco.»
Público