
É já a terceira ou quarta vez que leio este livro o que querem que vos diga
ADOREI, ADOREI, ADOREI!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Uma história simples e bem contada, sem exageros de estilo ou um enredo confuso.
Benito Prada é galego e vem para Portugal em busca de uma vida melhor.
Para trás deixa os seus trabalhos e paixões: a casa pobre, o pai afiador, as poucas letras aprendidas na Meiga de Ventosela. Depois o salto para Portugal, a fortuna começada com uma carroça nas feiras, os amores, a guerra, o medo, a ira, tudo envolvido pelo manto da melancolia de que não consegue nunca livrar-se.
Quando surgiu a República, por exemplo, Benito Prada andava pela zona de Aveiro, mas percorreu meio Portugal à procura de sustento, multiplicando-se como podia para atender às raparigas lusas.
Uma obra de ficção que se confunde com a realidade de factos, pessoas e locais que aborda, apesar de não ter qualquer intenção de se afirmar como resenha histórica. Pelo contrário, é uma pura obra de ficção. Não esquece, no entanto, grandes acontecimentos históricos da primeira metade do Século XX, nem tão pouco algumas figuras típicas da época.
"Num tempo de romances pálidos, anémicos, o romance de Assis Pacheco é uma labareda, saga ardente, acelera o coração, dá um nó nas tripas do leitor. Bem haja!, como dizem os de Coimbra." — Jorge Amado
Benito Prada, filho de Filemón e Nicolasa, galego de Casdemundo, está ainda vivo em 1949 quando o generalíssimo Franco vem à Universidade de Coimbra receber o título de doutor honoris causa em Direito.
Se pudesse — expressão muito sua — esborrachava-o como quem esborracha uma mosca.
Para trás ficaram os seus trabalhos e paixões: a casa pobre, o pai afiador, as poucas letras aprendidas na Meiga de Ventosela: depois o salto para Portugal, a fortuna começada com uma carroça nas feiras, os amores, a guerra, o medo, a ira, tudo envolvido pelo manto da morrinha de que não pôde nunca livrar-se.
Desses trabalhos e paixões nos fala aqui Fernando Assis Pacheco. E, recordando-se da velha picaresca aprendida nos clássicos do género, oferece-nos um romance exemplar, onde a História se transforma em estória e o humor não é mais do que uma disfarçada ternura por tudo aquilo que está vivo e mexe.