- Para o Diogo e para o Mário (que continuam embrenhados na interminável saga que começaram a escrever há dois anos e não há maneira de acabar) duas sugestões


Ainda para o Mário e para que não se esqueça da sua campanha "Nobel pró Rushdie"

Numa bela noite estrelada, na cidade de Kahani, em terras de Alifbay, aconteceu uma coisa terrível: o pai de um rapaz de doze anos chamado Luka, o contador de histórias Rashid, mergulhou súbita e inexplicavelmente num sono tão profundo que não havia quem conseguisse acordá-lo. Para o salvar de se sumir por completo, Luka tem de empreender uma jornada pelo Mundo Mágico, deparando pelo caminho com um sem-número de fantasmagóricos obstáculos, a fim de roubar o Fogo da Vida, uma tarefa aparentemente impossível e extremamente perigosa. Com "Harun e o Mar de Histórias", Salman Rushdie creditou-se como um dos melhores contadores de fábulas contemporâneas, e o livro revelou-se uma das suas obras mais populares junto de leitores de todas as idades. Se Harun foi escrito como presente para o seu primeiro filho, "Luka e o Fogo da Vida", a história do irmão mais novo de Harun, é uma prenda para o segundo filho, por ocasião do seu décimo segundo aniversário.
E para o Diogo porque não um livro da sua "odiada" Deana Barroqueiro?

A viagem da descoberta da passagem entre os oceanos Atlântico e Índico - um feito extraordinário que abriu o caminho da Índia a Vasco da Gama - é aquela que Bartolomeu relembra com maior intensidade, em particular uma história de amor proibida e condenada ao fracasso e à tragédia com uma escrava que transportava a bordo da sua caravela e teria de desterrar nos lugares por si descobertos.
Amargurado pela ingratidão dos dois reis a quem serviu, que não souberam reconhecer e premiar os seus extraordinários serviços, Bartolomeu Dias recorda igualmente os acontecimentos, as intrigas, crimes e jogos de poder dos seus senhores, dos quais foi testemunha nos breves momentos que passou em terra e na Corte.
Para o César também duas sugestões primeiro e por ser o nosso expert em fantasia e ficção cientifica:

O Homem do Castelo Alto do mestre Philip K. Dick
Estamos em 1962. A Segunda Guerra Mundial terminou há dezassete anos e a população já teve tempo de se adaptar à nova ordem mundial. Mas não tem sido fácil: o Mediterrâneo foi drenado, a população de África foi eliminada e os Estados Unidos da América divididos entre nazis e japoneses. Na zona neutra que divide as duas superpotências vive o homem do castelo alto, autor de um bestseller de culto, uma obra de ficção que oferece uma teoria alternativa da história mundial em que o Eixo perdeu a guerra. O romance é um grito de revolta para todos aqueles que sonham derrubar os invasores. Mas poderá ser mais do que isso? Subtil e complexo, O Homem do Castelo Alto permanece como o melhor romance de história alternativa jamais escrito.
E pela sua paixão pela música e por esta cantora em especial:

Murmúrios Urgentes de Suzanne Vega
“É um livro muito especial e com uma história. É como se o observador e o observado escrevessem uma só imagem que não seria de espelho por não ser melhor e mais verdadeira. É como as obras de piano para quatro mãos. A explicar: Fátima Castro Silva gostou de Suzanne Vega. Entrou em contacto com ela. Ela respondeu. A Fátima propôs-lhe um livro. Ela disse-lhe que sim. Começaram a trabalhar. Suzanne Vega entusiasmou-se. Encontram-se em Lisboa, em Londres, em Madrid e finalmente com bastante mais demora em Nova Iorque. Tomaz Rêde fotografou. A autora de 99.9 Fº faz sugestões. Entrega inéditos da adolescência. Fotografias de miúda. Dialoga com a Fátima, intervém na construção do livro. Acrescenta-lhe novos dados, outras fotografias. Sabei que este não é como os outros livros, nem sequer como os da mesma colecção. É um livro muito especial que revela a surpreendente personalidade de Suzanne Vega. Não chegou a ser subsidiário das suas cantigas. Quem o ler vai gostar muito. […]”
Para o nosso herege de estimação (Deus)e porque sei que ele adora uma polémica com a igreja:

Os Papas e o Sexo Os ficheiros secretos do Vaticano de Eric Frattini
O novo livro de Eric Frattini debruça-se sobre a figura mais representativa da Igreja Católica - o Papa - e, através do retrato das suas vidas, revela a relação e o modo como o sexo fez parte das suas vidas.
Rigoroso, controverso e lúcido, Os Papas e o Sexo é um documento de enorme importância que nos permite observar um dos lados mais escondidos e delicados da Igreja Católica.
E um romance que sei que ele já leu (fui eu quem lho emprestou) mas que não tem:

Reino Dividido de Rupert Thomson
Pela sua escrita, Rupert Thomson foi já apelidado de "Paul Auster britânico". Pelo seu livro Reino Dividido (Divided Kingdom), onde explora uma experiência social radical numa narrativa politicamente provocativa e que se adivinha polémica, Thomson tem merecido a atenção de leitores de todo o Mundo e da imprensa em geral (The Times, Guardian, Daily Telegraph...).

A brilhante capacidade de contador de histórias de Thomson revela-se no fantástico, satírico e surreal cenário em que faz surgir o seu narrador, um jovem retirado aos pais no âmbito de um reordenamento sem precedentes levado a cabo pelo governo do Reino Unido. O objectivo é lutar contra uma sociedade ameaçada pelo consumismo, pelo racismo, pela violência e pelo torpor, dividindo a população em quatro repúblicas independentes com base na natureza de cada cidadão:
- os Sanguíneos, indivíduos optimistas e bem-humorados, deslocados para o Quadrante Vermelho;
- os Fleumáticos, mais passivos e indecisos, que residem no Quadrante Azul;
- os Coléricos, pessoas agressivas, impulsivas e com tendência para excessos, a viver no Quadrante Amarelo;
- os Melancólicos, dominados pela bílis negra, introspectivos e pessimistas, reunidos no Quadrante Verde.
E por fim para o meu querido irmão (Byblos) e porque me vai dar outro(a) sobrinho(a) - ainda não me disseram o que praí vem:

Pai em Construção de Francisco Abelha
Um derradeiro manual de sobrevivência para todos os homens que já são ou estão a caminho de ser pais. Um livro de auto-ajuda para aqueles que desconhecem que a depressão pós-parto não é um exclusivo das mulheres. Trata-se de um relato íntimo, directo e, por vezes cruel, do nascimento e crescimento de um pai, que constitui a prova cabal de que qualquer energúmeno pode dar um razoável progenitor. Um livro para ser mantido fora do alcance das mães. A eficácia das teorias aqui defendidas assenta no seu desconhecimento por parte das mulheres. Por isso, a responsabilidade de o oferecer a alguma é inteiramente sua. Se não tem tempo a perder com leituras supérfluas, não leia mais nada além deste livro, que aborda a paternidade pela perspectiva da testosterona, destruindo alguns perconceitos e erguendo outros tantos.
E para descontrair quando/se tiver tempo

Um Traidor dos Nossos de John Le Carré
A Grã-Bretanha está mergulhada na recessão.
Um jovem académico de Oxford com tendências de esquerda e a namorada gozam férias durante a época baixa na ilha de Antígua.
Aí, cruzam-se com um milionário russo chamado Dima, dono de uma península e de um relógio de ouro cravejado de diamantes, que tem uma estranha tatuagem no polegar direito.
Desafiados por ele para uma partida de ténis, os jovens amantes ver-se-ão lançados numa tortuosa viagem que os levará a Paris, a uma casa nos Alpes suíços e aos obscuros claustros da City de Londres, onde serão confrontados com a perversa aliança desta com os Serviços Secretos britânicos.