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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Terra em Chamas de Bernard Cornwell
Terra em Chamas continua a história da formação de Inglaterra. É uma história envolvente que se desenrola numa Inglaterra de tremenda agitação e conflitos e Uhtred, o seu maior guerreiro, é um homem temido e respeitado em todo o território, o Senhor da Guerra. Os últimos anos do velho século foram tempos perigosos para a Inglaterra. Alfredo do Wessex, homem de muitas vitórias, tem uma saúde débil, o seu sucessor é um jovem sem provas dadas e os vikings, que tantas vezes fracassaram na conquista do Wessex, aproveitam a oportunidade para atacar.
«Em Terra em Chamas, eis o mundo de Alfredo restaurado – impecavelmente investigado e iluminado com a cor e a paixão de um mestre contador de histórias.
A narrativa de Cornwell tem a qualidade de um grande escritor aliada a uma pesquisa soberba.» – Observer
Cornwell é, muito provavelmente o melhor escritor de romances históricos do mundo, e não estou a exagerar quando digo isto. Ele dá atenção aos detalhes, ao rigor histórico, aos mais pequenos pormenores.
Cornwell é simplesmente GENIAL!!!!
Se conhecem alguém que começou a ler esta saga é uma boa prenda para o Natal (apesar dos litros de sangue e de todas as batalhas...)
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Stonehenge Bernard Cornwell
Aqui há uns anos dois amigos que estudavam em Coimbra envolveram-se numa discussão sobre qual era a melhor história do ciclo arturiano. Um defendia o clássico de Thomas Malory "A Morte de Artur" o outro por seu lado defendia "As Brumas de Avalon" de Marion Zimmer Bradley. A discussão, dizem, durou mais de uma semana até ao dia em que estando com um amigo da namorada de um deles, esta, farta da discussão resolveu arrumar a questão e perguntou ao amigo qualquer coisa como:
- Tu que lês imenso, diz lá qual é a melhor história do rei Artur a do Malory ou a da Zimmer Bradley?
- Eu pessoalmente preferi a do Cornwell. - Respondeu o amigo acendendo ainda mais a discussão.
Os dois amigos que discutiram por mais de uma semana eram o Zé e o Deus e o amigo era o Mário os fundadores deste blog.
E como o Zé já falou aqui nas "Crónicas do Senhor da Guerra" e Mário e Deus já escreveram sobre as outras sagas do Cornwell já poucos livros ficaram por abordar. Poucos... mas faltou este genial "Stonehenge"Na Idade da Pedra há cerca de quatro mil anos, homens e mulheres hoje desconhecidos ergueram construções imensas, monumentais, em pedra. A imagem das pedras de Stonehenge, dispostas em círculo, é hoje amplamente conhecida. Cornwell deitou mãos ao tema e ofereceu ao leitor este magnífico romance.
E quem melhor que Cornwell para nos pintar um retrato de como deve ter sido a vida do povo primitivo que habitava aquela região e que deve ter construído essa obra exemplar.
O interessante é que não muito tempo depois de ter lido este livro pela primeira vez vi um documentário na televisão em que arqueólogos acabavam por confirmar muitos dos aspectos relatados por Cornwell neste romance. Desde o transporte das pedras até á construção de Stonehenge.
Um romance genial de um autor genial.
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Bernard Cornwell - A Demanda da Reliquia
A acção desta (mais uma) magnifica saga decorre nos primeiros anos da Guerra dos Cem Anos, e acompanha o percurso de Thomas of Hookton o filho de um padre inglês que sonha ser soldado em vez de seguir o destino que o pai lhe reservou: ser padre.
Quando a aldeia onde vive é assaltada e destruída por um grupo francês Thomas descobre a sua verdadeira vocação como arqueiro e junta-se aos homens do rei de Inglaterra que partem para conquistar a França, deixando o seu passado para trás.
Pelo menos era essa a intenção mas o passado e os segredos de família perseguem-no pelos cenários de guerra.
Cornwell revisita um tema tantas vezes abordado na literatura: a demanda do Santo Graal mas como de costume imprime-lhe um cunho muito próprio. Muita acção e um ritmo fluente. Uma visita aos principais cenários dos primeiros anos da Guerra.
«A Demanda da Reliquia» é não apenas a busca pelo Graal mas a procura de Thomas pela verdade (sobre quem é, qual a sua familia e o seu legado).
Construído sobre factos históricos (como de costume) Cornwell descreve como ninguém os ambientes e as batalhas (como de costume)e como de costume Cornwell junta como ninguém a ficção e a história.A sua descrição das batalhas transporta-nos no tempo e quase nos faz acreditar que estamos lá a assistir na primeira fila.
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Bernard Cornwell - Cronicas do Senhor da Guerra
O Rei ARTUR
Esqueçam tudo o que leram sobre ele, esqueçam os feitos dos seus cavaleiros.
Cornwell oferece-nos uma visão muito própria da lenda do Rei Artur (mais de acordo com aquilo que se conhece da época em que decorre a história do que a mais célebre das histórias arturianas escrita por Thomas Malory).
Cornwell reinventa as personagens mais celebres da literatura de cavalaria e empresta-lhes o seu cunho pessoal.
Merlin, Lancelot e todos os outros como nunca tinham sido mostrados antes.
Descrições de batalhas como mais ninguém consegue fazer, aventuras e sequências de acção que se seguem umas às outras a um ritmo por vezes alucinante.

Contada por , Derfel ,um guerreiro saxão criado entre os Bretões e que se tornou um dos seus mais fieis seguidores e que com o desaparecimento de Artur e avanço dos Saxões se transformou num monge.
E é no mosteiro que Derfel, a pedido de uma descendente dos reis Bretões entretanto casada com um nobre Saxão, escreve a história de Artur "o Rei que nunca foi Rei".

Baseado mais na verdade histórica, do pouco que se sabe de Artur, do que em todas as lendas que se escreveram sobre ele (como aliás é característico da obra de Cornwell) esta trilogia é mais uma obra-prima daquele que é sem dúvida alguma o melhor do mundo a escrever romances históricos.
Sem dúvida alguma a melhor história do ciclo arturiano que li em muito tempo.
Magistral.
Magnifico.
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Bernard Cornwell - Crónicas saxónicas
A saga das Crónicas Saxónicas decorre no SEC.IX numa Inglaterra ainda dividida em pequenos reinos e ameaçada pela invasão e ocupação quase total do seu território pelos povos do norte da Europa.
Uthred é o filho mais novo do senhor de Bebbanburg, uma das mais importantes fortalezas da Northumbria (um dos quatro reinos que constituíam a Britânia) quando o seu irmão mais velho é morto torna-se o herdeiro da fortaleza mas no mesmo combate em que o pai é morto, Uthred é feito prisioneiro pelos invasores dinamarqueses e vê o seu lugar ser usurpado pelo irmão do pai.
Em poder dos dinamarqueses Uthred é adoptado pelo conde Ragnar um dos mais temidos lideres das forças invasoras e que o educa segundo os costumes dinamarqueses. Mas Uthred é um saxão. Um nobre saxão ainda por cima e cresce dividido entre um sentido de lealdade para com o seu povo e ao mesmo tempo para com os dinamarqueses que o criaram. Mudando de lado e de senhor de acordo com os acontecimentos.
Ao longo de toda a saga (de que confesso - infelizmente ainda não tive oportunidade de ler o último volume publicado «A CANÇÃO DA ESPADA») acompanhamos as batalhas em que Uthred participa e que tanto marcaram a História de Inglaterra.
Apoiando quer o rei Alfredo, o Grande, quer os dinamarqueses Uthred vai sobrevivendo a uma das mais sangrentas épocas da história sempre com o objectivo de recuperar os seus domínios.
A capacidade de Cornwell nos transportar através dos séculos e nos fazer sentir que presenciamos as batalhas que descreve com tantos pormenores fazem dele, provavelmente, o melhor escritor de romances históricos do mundo.
Sempre com um rigor histórico Cornwell mistura personagens históricos com os seus próprios personagens, fazendo-nos viver a história, transportando-nos para lá do tempo fazendo de nós testemunhas dos maiores momentos da historia.
Só mais uma coisa. Eu já disse que ainda não li este ultimo livro assim sendo se alguém mo quiser oferecer Estejam à vontade... ;)



