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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

O Deus das Moscas de William Golding

Há algo neste livro que eu não sei explicar... mas sei que, desde a primeira vez que o li, já lá vão mais de quinze anos, nunca mais o consegui largar... É um daqueles livros que me acompanham onde quer que vá e a que regresso vezes sem conta.

Publicado originalmente em 1954, O Deus das Moscas de William Golding é um dos mais perturbadores e aclamados romances da actualidade.
Um avião despenha-se numa ilha deserta, e os únicos sobreviventes são um grupo de rapazes. Inicialmente, desfrutando da liberdade total e festejando a ausência de adultos, unem forças, cooperando na procura de alimentos, na construção de abrigos e na manutenção de sinais de fogo. A supervisioná-los está Ralph, um jovem ponderado, e o seu amigo gorducho e esperto, Piggy. Apesar de Ralph tentar impor a ordem e delegar responsabilidades, muitos dos rapazes preferem celebrar a ausência de adultos nadando, brincando ou caçando a grande população de porcos selvagens que habita a ilha. O mais feroz adversário de Ralph é Jack, o líder dos caçadores, que consegue arrastar consigo a maioria dos rapazes. No entanto, à medida que o tempo passa, o frágil sentido de ordem desmorona-se. Os seus medos alcançam um significado sinistro e primitivo, até Ralph descobrir que ele e Piggy se tornaram nos alvos de caça dos restantes rapazes, embriagados pela sensação aparente de poder.

É um retrato cruel da natureza humana. É um retrato da história humana. Duro. Cruel. Por vezes sombrio e perturbador. Mas é um retrato fiel.
E por isso mesmo um livro magnifico...

Os Ladrões de Cisnes de Elizabeth Kostova


Aqui há uns anos tropecei por acaso num livro de que gostei imenso e que se chamava: "O Historiador" um livro que me prendeu. Há dias tive o prazer de encontrar numa livraria um livro da mesma autora.

O livro chama-se "Os Ladrões de Cisnes" e a autora Elizabeth Kostova.

O psiquiatra Andrew Marlow tem uma vida pacata e organizada, compensando a solidão com a dedicação ao trabalho e ao passatempo da pintura. Esta ordem é destruída quando o célebre e carismático pintor Robert Oliver ataca um quadro na Galeria Nacional e se torna seu paciente.
Internado numa instituição psiquiátrica, o pintor remete-se ao silêncio absoluto e recusa-se a revelar as razões que o levaram a atacar a obra de arte que retrata o corpo nu de uma mulher subjugada por um grande cisne branco. A única coisa que Oliver faz é desenhar repetidamente a figura misteriosa de uma bela mulher vestida à moda do período vitoriano.
Desesperado por compreender o segredo que atormenta o génio, o psiquiatra embarca numa viagem que o leva a conhecer as mulheres da vida de Oliver e a descobrir um trágico segredo esquecido há mais de cem anos. À entrada do labirinto, Marlow não sabe ainda que também ele será acometido por uma estranha obsessão.

Mais do que uma história é um conjunto de três histórias ligadas entre si e que a autora vai contando com um talento assombroso. Desde finais do Séc. XIX até aos nossos dias as histórias que a autora conta fundem-se numa trama única tendo um quadro como elo de ligação.
De um lado a história de Robert Oliver, contada pelas mulheres que o amaram e que viveram com ele durante anos... de outro lado a investigação levada a cabo pelo psiquiatra Andrew Marlow na tentativa de tratar Oliver... e ainda a verdadeira história por trás do quadro que Oliver atacou e a misteriosa mulher que ele insiste em retratar.

Um excelente livro, embora por vezes um pouco previsível... mas ainda assim excelente!

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Luka e o Fogo da Vida de Salman Rushdie

De volta à campanha Nobel Pró Rushdie.








Como ninguém seguiu a sugestão do Luís tive de comprar este livro a seguir ao Natal… e mesmo tratando-se de uma história para adolescentes (foi escrita para o filho de doze anos) encontra-se nestas páginas toda a magia e criatividade deste que é, na minha opinião, o melhor escritor da actualidade.
Anos atrás Rushdie escreveu “Harun e o Mar de Histórias” que dedicou ao seu filho mais velho (se alguém souber onde o consigo arranjar por favor digam-me) Este livro sendo uma história diferente é uma espécie de continuação dessa história e dedicada ao seu filho mais novo.

Luka o irmão mais novo de Harun embarca numa aventura pelo Mundo da Magia numa tentativa de salvar o pai. Com ele viajam um urso chamado Cão e um cão chamado Urso. Pelo caminho cruzam-se com todo o tipo de obstáculos, adversários temíveis e poderosos e também, claro está, aliados e novos amigos.
Uma história, como já disse, repleta de magia e fantasia a fazer por vezes lembrar “O Feiticeiro de OZ” (assumidamente o filme preferido do autor). Uma história para adolescentes, sim senhor mas para ser lido por todos. Uma história fantástica que prova o talento e versatilidade deste grande senhor que já merece há muito o Nobel (cá volto eu ao mesmo!!!!!!) que os suecos insistem em negar-lhe.


Numa bela noite estrelada, na cidade de Kahani, em terras de Alifbay, aconteceu uma coisa terrível: o pai de um rapaz de doze anos chamado Luka, o contador de histórias Rashid, mergulhou súbita e inexplicavelmente num sono tão profundo que não havia quem conseguisse acordá-lo. Para o salvar de se sumir por completo, Luka tem de empreender uma jornada pelo Mundo Mágico, deparando pelo caminho com um sem-número de fantasmagóricos obstáculos, a fim de roubar o Fogo da Vida, uma tarefa aparentemente impossível e extremamente perigosa.

Com Harun e o Mar de Histórias, Salman Rushdie creditou-se como um dos melhores contadores de fábulas contemporâneas, e o livro revelou-se uma das suas obras mais populares junto de leitores de todas as idades. Se Harun foi escrito como presente para o seu primeiro filho, Luka e o Fogo da Vida, a história do irmão mais novo de Harun, é uma prenda para o segundo filho, por ocasião do seu décimo segundo aniversário.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Historias daqui e dali de Luis Sepulveda



Um conjunto de vinte e cinco pequenos textos pessoais de um dos melhores autores da actualidade. Um conjunto de textos que evoca pessoas, lugares ou situações espalhadas pelo tempo e pela memória do autor.
São todos eles textos carregados de sentimentos profundos (saudade por pessoas e locais desaparecidos, magoa pela crueldade e injustiça que o rodeiam…) e, em todos eles, está presente o olhar apurado e critico do autor.
Um excelente livro que se lê de um só fôlego

«Tá diz-se em uruguaio quando se procura afirmar com ênfase, e Tá respondeu Mario Benedetti quando a decência perguntou se havia que arriscar pelos pobres, pelos fracos, pelos condenados da terra, pelos que não tinham direito à alegria, pelos que sonhavam com uma existência justa, por uma palavra "amanhã" plena de sentido.»

Esta frase, que dá início a uma das histórias que Luis Sepúlveda recolhe neste livro, resume perfeitamente tanto o espírito que guia a vida do autor chileno, como as suas palavras. Palavras seguras, potentes mas sussurrantes, que sempre nos interrogam sobre o estado do mundo e das suas gentes. Foi essa interrogação constante que consagrou Luis Sepúlveda como um dos mais originais escritores de língua castelhana.

Nestas 25 histórias somos transladados para diversos cenários, distintas situações, países daqui e dali, mas as palavras do autor remetem-nos sempre para um mesmo território literário: o território dos derrotados que se negam a aceitar a derrota. Um território bem conhecido dos leitores de Luis Sepúlveda que, neste livro, se reencontrarão com algumas das melhores passagens da sua extensa obra literária.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

A Historia de Mayta de Mario Vargas Llosa

«- Tarde ou cedo, a história terá de ser escrita -, diz o senador, remexendo-se na cadeira até encontrar uma posição cómoda para a perna lesionada. - A verdadeira, não o mito. Embora ainda não seja a altura, por enquanto.»

Foram (pelo menos) onze anos a procurar por este livro. Nem em livrarias, nem alfarrabistas nem sequer na feira das velharias o consegui encontrar…

E agora que o Homem ganhou (finalmente!!!) o Nobel da literatura, finalmente encontrei-o, foi uma prenda de Natal é verdade, mas fui eu quem disse que queria receber este livro em particular.



A Historia de Mayta conta a história de Alejandro Mayta, o primeiro revolucionário peruano e da tentativa frustrada de fazer uma revolução no Peru.

A história é-nos contada através das entrevistas que o autor vai fazendo aos diversos personagens que lidaram directamente com Mayta. E através da confusão dos depoimentos por vezes contraditórios o autor cria uma pequena obra-prima em que vai desenvolvendo a história por trás quer do personagem quer das atitudes e depoimentos daqueles que vai entrevistando…

Foram (pelo menos) onze anos à espera de conseguir encontrar este livro mas posso garantir que valeu a pena…
Como de costume neste Grande Escritor, o livro é magnifico…

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

A todos os que por aqui passam desejo um santo e feliz Natal e um ano novo com muita saúde alegria e boas leituras

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

A Saga do Assassino de Robin Hobb

Antes de falar no(s) livro(s) que vos quero sugerir hoje quero deixar um recado para o Mário:A D. Quixote reeditou "A História de Mayta"... As tuas súplicas foram atendidas!!!!!















Agora o(s) livro(s) (é uma saga que já vai em cinco volumes) que vos vou sugerir foram-me indicados pelo Mário e como não podia deixar de ser é uma história de fantasia.






















O jovem Fitz é filho bastardo do nobre Príncipe Cavalaria e cresce na corte do Rei Sagaz. Marginalizado por todos, o rapaz refugia-se nos estábulos reais, mas cedo o seu sangue revela o Talento mágico e, por ordens do rei, é secretamente iniciado nas temidas artes do assassino. Quando salteadores bárbaros atacam as costas, Fitz enfrenta a sua primeira e perigosa missão que o lançará num ninho de intrigas. E embora alguns o encarem como uma ameaça ao trono, talvez ele seja a chave para a sobrevivência do reino. Com uma narrativa povoada de encantamentos, heroísmo e desonra, paixão e aventura, o Aprendiz de Assassino inicia um das séries mais bem-amadas da fantasia épica.


Robin Hobb é um diamante no meio de calhaus”
- George R. R. Martin (autor de As Crónicas de Gelo e Fogo)


Robin Hobb
Robin Hobb, de nome verdadeiro Margaret Astrid Lindholm Ogden, nasceu em 1952 na Califórnia. Usa o pseudónimo Robin Hobb devido às vendas pouco satisfatórias sob o nome Megan Lindholm.

Robin Hobb tem escrito histórias desde que aprendeu a escrever. Sabia desde tenra idade que queria ser escritora mas era realista o suficiente para saber que muito poucos são capazes de se sustentarem financeiramente apenas através da escrita. Todavia, lutou pelo seu sonho e preparou-se para desempenhar outras profissões enquanto se dedicava à escrita.

Aos nove anos de idade, Robin e a família deixaram Califórnia para viver no Alasca. Foi aqui que conheceu o seu primeiro amigo e companheiro, um híbrido de cão e lobo chamado Bruno, que a acompanhava nas suas explorações nas florestas que rodeavam a sua casa de família. Devido a este modo de vida auto-suficiente e básico, tornou-se especialista em canalização e electricidade.

Depois de se licenciar na Universidade de Denver, regressou ao Alasca e casou-se com um pescador. Foram viver numa pequena ilha na costa do Alasca chamada Kodiak e têm vivido junto ao mar desde então. Autora de doze romances, foi nomeada para os Prémios Hugo e Nébula, mas nunca venceu.

No decurso de dez anos, Robin Hobb teve três filhos e nesse tempo conseguiu também continuar a escrever histórias e enviá-las para revistas. Em 1982, publicou o seu primeiro livro, HARPY'S FLIGHT e seguiram-se três outros livros com as mesmas personagens. Estas obras foram escritas com o pseudónimo Megan Lindholm e embora tivessem obtido críticas positivas da parte dos leitores e críticos, a fama e fortuna ainda estavam muito distantes. Depois de várias colaborações e outras obras publicadas, decidiu sentar-se e começar a escrever algo diferente, um livro que ia escrevendo sob o nome "Bastardo de Cavalaria", e que era contado na primeira pessoa, uma técnica pouco comum. Foi por esta altura, em conversa com o seu agente, que decidiu criar um novo nome que se adequasse a este novo estilo de escrita - o andrógino Robin Hobb foi escolhido, pois Robin tanto podia ser o nome de um homem ou de uma mulher e Hobb era usado devido à sua semelhança com personagens de fantasia como Hobbits e Hobgoblins.

A série de fantasia mais popular de Robin Hobb é A SAGA DO ASSASSINO. A ideia para a trilogia surgiu num pedaço de papel que conservava numa gaveta, dizia simplesmente "E se a magia fosse viciante?" e "E se a magia fosse destrutiva ou degenerativa?". Constituída por três volumes, o enredo segue as aventuras de um assassino treinado de nome Fitz. A trilogia iniciou-se com APRENDIZ DE ASSASSINO, publicado em 1995, seguido por ROYAL ASSASSIN em 1996 e ASSASSIN'S QUEST em 1997. A SAGA DO ASSASSINO catapultou Robin Hobb para a fama e sucesso.

Pouco depois de completar a primeira trilogia, escreveu a trilogia THE LIVESHIP TRADERS, com uma relação necessária aos primeiros livros. A trilogia é uma história náutica que começa com SHIP OF MAGIC, publicado em 1998, THE MAD SHIP (1999) e SHIP OF DESTINY no ano 2000.

Dois anos depois da publicação de THE SHIP OF DESTIINY, a nova trilogia da Hobb THE TAWNY MAN continuou a história de Fitz e começa quinze anos depois dos eventos de ASSASSIN'S QUEST. Os três livros são FOOL'S ERRAND (2002), GOLDEN FOOL (2003) e FOOL'S FATE (2003).

Em 2005, Robin Hobb saiu do mundo das suas trilogias e escreveu a THE SOLDIER SON TRILOGY que segue a vida de Nevare Burvelle e a sua formação e educação na Academia King Cavalla. Os três livros são SHAMAN'S CROSSING (2005), FOREST MAGE (2006) e RENEGADE'S MAGIC.

Robin Hobb e o marido Fred têm três filhos crescidos e um adolescente, e três netos. Como Megan Lindholm, escreveu uma série de romances de fantasia, como THE REINDEER PEOPLE e WOLF'S BROTHER.

Prémios:
British Fantasy Society Best Novel nominee (1996) : Royal Assassin
British Fantasy Society Best Novel nominee (1996) : Assassin's Apprentice
British Fantasy Society Best Novel nominee (1997) : Assassin's Quest

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Terra em Chamas de Bernard Cornwell

Eis finalmente a continuação de uma das melhores sagas dos últimos anos.
Terra em Chamas continua a história da formação de Inglaterra. É uma história envolvente que se desenrola numa Inglaterra de tremenda agitação e conflitos e Uhtred, o seu maior guerreiro, é um homem temido e respeitado em todo o território, o Senhor da Guerra. Os últimos anos do velho século foram tempos perigosos para a Inglaterra. Alfredo do Wessex, homem de muitas vitórias, tem uma saúde débil, o seu sucessor é um jovem sem provas dadas e os vikings, que tantas vezes fracassaram na conquista do Wessex, aproveitam a oportunidade para atacar.

«Em Terra em Chamas, eis o mundo de Alfredo restaurado – impecavelmente investigado e iluminado com a cor e a paixão de um mestre contador de histórias.

A narrativa de Cornwell tem a qualidade de um grande escritor aliada a uma pesquisa soberba.» – Observer

Cornwell é, muito provavelmente o melhor escritor de romances históricos do mundo, e não estou a exagerar quando digo isto. Ele dá atenção aos detalhes, ao rigor histórico, aos mais pequenos pormenores.
Cornwell é simplesmente GENIAL!!!!

Se conhecem alguém que começou a ler esta saga é uma boa prenda para o Natal (apesar dos litros de sangue e de todas as batalhas...)

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Sugestões de Natal

Enquanto não me lembrar de um bom livro para sugerir aqui (um que ainda não tenha sido sugerido pelo menos - sim porque já me lembrei de meia dúzia que já cá estão) e porque mais dia menos dia falta um mês para o Natal deixo algumas sugestões de Natal:

- Para o Diogo e para o Mário (que continuam embrenhados na interminável saga que começaram a escrever há dois anos e não há maneira de acabar) duas sugestões

Este dicionário reúne, numa obra acessível e prática, as principais referências que constituem a nossa História enquanto nação. Em entradas breves e claras, poderá encontrar as personalidades, os acontecimentos e os conceitos que ao longo de nove séculos fizeram Portugal.

"História dos Reis de Portugal" tem o propósito exclusivo de facultar um contacto com a História de Portugal através do conhecimento da vida e acção dos trinta e dois reis e duas rainhas que lideraram o destino luso no tempo longo da monarquia. Não se espere, pois, que os trabalhos publicados venham resolver problemas, porventura ainda em debate e com investigação em curso, já que não é esse o objectivo pretendido. Ao contrário, sustentados numa bibliografia séria e actualizada, mas que não pode esquecer a já considerada "clássica", os autores pretendem unicamente, através de uma redacção acessível a todos e sem a carga da erudição traduzida em notas de rodapé, colocar nas mãos das portuguesas e dos portugueses um pedaço da sua História, que se estende da acção do primeiro rei até à deposição do último. Com o selo de qualidade da Academia Portuguesa da História, este primeiro volume apresenta os primeiros dezassete monarcas, deambulando pelos tempos que vão desde a fundação da nacionalidade à perda da Independência.

Ainda para o Mário e para que não se esqueça da sua campanha "Nobel pró Rushdie"

Luka e o Fogo da Vida
Numa bela noite estrelada, na cidade de Kahani, em terras de Alifbay, aconteceu uma coisa terrível: o pai de um rapaz de doze anos chamado Luka, o contador de histórias Rashid, mergulhou súbita e inexplicavelmente num sono tão profundo que não havia quem conseguisse acordá-lo. Para o salvar de se sumir por completo, Luka tem de empreender uma jornada pelo Mundo Mágico, deparando pelo caminho com um sem-número de fantasmagóricos obstáculos, a fim de roubar o Fogo da Vida, uma tarefa aparentemente impossível e extremamente perigosa. Com "Harun e o Mar de Histórias", Salman Rushdie creditou-se como um dos melhores contadores de fábulas contemporâneas, e o livro revelou-se uma das suas obras mais populares junto de leitores de todas as idades. Se Harun foi escrito como presente para o seu primeiro filho, "Luka e o Fogo da Vida", a história do irmão mais novo de Harun, é uma prenda para o segundo filho, por ocasião do seu décimo segundo aniversário.

E para o Diogo porque não um livro da sua "odiada" Deana Barroqueiro?

Quando a Armada de Pedro Álvares Cabral, depois de ter descoberto as Terras da Santa Cruz (Brasil), prosseguia a sua viagem para a Índia um grande cometa surgiu nos céus... Naquele tempo, os cometas eram tomados como um prenúncio agoirento de desastres e Bartolomeu Dias, capitão de uma caravela dessa armada de treze navios, tem o pressentimento da morte e recorda a sua vida feita de viagens e aventuras.
A viagem da descoberta da passagem entre os oceanos Atlântico e Índico - um feito extraordinário que abriu o caminho da Índia a Vasco da Gama - é aquela que Bartolomeu relembra com maior intensidade, em particular uma história de amor proibida e condenada ao fracasso e à tragédia com uma escrava que transportava a bordo da sua caravela e teria de desterrar nos lugares por si descobertos.
Amargurado pela ingratidão dos dois reis a quem serviu, que não souberam reconhecer e premiar os seus extraordinários serviços, Bartolomeu Dias recorda igualmente os acontecimentos, as intrigas, crimes e jogos de poder dos seus senhores, dos quais foi testemunha nos breves momentos que passou em terra e na Corte.

Para o César também duas sugestões primeiro e por ser o nosso expert em fantasia e ficção cientifica:



O Homem do Castelo Alto do mestre Philip K. Dick
Estamos em 1962. A Segunda Guerra Mundial terminou há dezassete anos e a população já teve tempo de se adaptar à nova ordem mundial. Mas não tem sido fácil: o Mediterrâneo foi drenado, a população de África foi eliminada e os Estados Unidos da América divididos entre nazis e japoneses. Na zona neutra que divide as duas superpotências vive o homem do castelo alto, autor de um bestseller de culto, uma obra de ficção que oferece uma teoria alternativa da história mundial em que o Eixo perdeu a guerra. O romance é um grito de revolta para todos aqueles que sonham derrubar os invasores. Mas poderá ser mais do que isso? Subtil e complexo, O Homem do Castelo Alto permanece como o melhor romance de história alternativa jamais escrito.

E pela sua paixão pela música e por esta cantora em especial:



Murmúrios Urgentes de Suzanne Vega

“É um livro muito especial e com uma história. É como se o observador e o observado escrevessem uma só imagem que não seria de espelho por não ser melhor e mais verdadeira. É como as obras de piano para quatro mãos. A explicar: Fátima Castro Silva gostou de Suzanne Vega. Entrou em contacto com ela. Ela respondeu. A Fátima propôs-lhe um livro. Ela disse-lhe que sim. Começaram a trabalhar. Suzanne Vega entusiasmou-se. Encontram-se em Lisboa, em Londres, em Madrid e finalmente com bastante mais demora em Nova Iorque. Tomaz Rêde fotografou. A autora de 99.9 Fº faz sugestões. Entrega inéditos da adolescência. Fotografias de miúda. Dialoga com a Fátima, intervém na construção do livro. Acrescenta-lhe novos dados, outras fotografias. Sabei que este não é como os outros livros, nem sequer como os da mesma colecção. É um livro muito especial que revela a surpreendente personalidade de Suzanne Vega. Não chegou a ser subsidiário das suas cantigas. Quem o ler vai gostar muito. […]”

Para o nosso herege de estimação (Deus)e porque sei que ele adora uma polémica com a igreja:



Os Papas e o Sexo Os ficheiros secretos do Vaticano de Eric Frattini

O novo livro de Eric Frattini debruça-se sobre a figura mais representativa da Igreja Católica - o Papa - e, através do retrato das suas vidas, revela a relação e o modo como o sexo fez parte das suas vidas.
Rigoroso, controverso e lúcido, Os Papas e o Sexo é um documento de enorme importância que nos permite observar um dos lados mais escondidos e delicados da Igreja Católica.

E um romance que sei que ele já leu (fui eu quem lho emprestou) mas que não tem:



Reino Dividido de Rupert Thomson

Pela sua escrita, Rupert Thomson foi já apelidado de "Paul Auster britânico". Pelo seu livro Reino Dividido (Divided Kingdom), onde explora uma experiência social radical numa narrativa politicamente provocativa e que se adivinha polémica, Thomson tem merecido a atenção de leitores de todo o Mundo e da imprensa em geral (The Times, Guardian, Daily Telegraph...).




A brilhante capacidade de contador de histórias de Thomson revela-se no fantástico, satírico e surreal cenário em que faz surgir o seu narrador, um jovem retirado aos pais no âmbito de um reordenamento sem precedentes levado a cabo pelo governo do Reino Unido. O objectivo é lutar contra uma sociedade ameaçada pelo consumismo, pelo racismo, pela violência e pelo torpor, dividindo a população em quatro repúblicas independentes com base na natureza de cada cidadão:
- os Sanguíneos, indivíduos optimistas e bem-humorados, deslocados para o Quadrante Vermelho;

- os Fleumáticos, mais passivos e indecisos, que residem no Quadrante Azul;

- os Coléricos, pessoas agressivas, impulsivas e com tendência para excessos, a viver no Quadrante Amarelo;

- os Melancólicos, dominados pela bílis negra, introspectivos e pessimistas, reunidos no Quadrante Verde.

E por fim para o meu querido irmão (Byblos) e porque me vai dar outro(a) sobrinho(a) - ainda não me disseram o que praí vem:



Pai em Construção de Francisco Abelha

Um derradeiro manual de sobrevivência para todos os homens que já são ou estão a caminho de ser pais. Um livro de auto-ajuda para aqueles que desconhecem que a depressão pós-parto não é um exclusivo das mulheres. Trata-se de um relato íntimo, directo e, por vezes cruel, do nascimento e crescimento de um pai, que constitui a prova cabal de que qualquer energúmeno pode dar um razoável progenitor. Um livro para ser mantido fora do alcance das mães. A eficácia das teorias aqui defendidas assenta no seu desconhecimento por parte das mulheres. Por isso, a responsabilidade de o oferecer a alguma é inteiramente sua. Se não tem tempo a perder com leituras supérfluas, não leia mais nada além deste livro, que aborda a paternidade pela perspectiva da testosterona, destruindo alguns perconceitos e erguendo outros tantos.

E para descontrair quando/se tiver tempo



Um Traidor dos Nossos de John Le Carré

A Grã-Bretanha está mergulhada na recessão.
Um jovem académico de Oxford com tendências de esquerda e a namorada gozam férias durante a época baixa na ilha de Antígua.
Aí, cruzam-se com um milionário russo chamado Dima, dono de uma península e de um relógio de ouro cravejado de diamantes, que tem uma estranha tatuagem no polegar direito.
Desafiados por ele para uma partida de ténis, os jovens amantes ver-se-ão lançados numa tortuosa viagem que os levará a Paris, a uma casa nos Alpes suíços e aos obscuros claustros da City de Londres, onde serão confrontados com a perversa aliança desta com os Serviços Secretos britânicos.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

O Sonho do Celta de Mario Vargas Llosa

É, creio eu, a primeira vez que ponho aqui uma sugestão de um livro que ainda não acabei de ler.
É o mais recente livro de Mario Vargas Llosa, o mais recente vencedor do Nobel da Literatura. E estou a por esta sugestão sem ter acabado de ler o livro por dois motivos:

1.º Sou há anos fã deste Autor e como tal não podia deixar de sugerir este livro.
2.º Quando o comprei na sexta-feira passada fui informado de algumas das promoções da Bertrand (não, eles não pagam a publicidade) a saber:
- até ao fim do mês os Leitores Bertrand têm um desconto imediato de 10% na compra de qualquer livro (se percebi bem)
- na compra dos livros do Vargas Llosa assinalados no catalogo de Natal (Conversa na Catedral [talvez o melhor livro dele]; Travessuras da Menina Má; O Paraíso na Outra Esquina, A Tia Julia e o Escrevedor; e este O Sonho do Celta) recebem (para alem dos 10% de desconto) um exemplar do livro Viagem Maritima com D. Quixote de Thomas Mann.
e ainda até ao fim do ano nas compras superiores a 15€ recebem um talão de desconto de 5€ válido só a partir de Janeiro (já não serve para as compras de Natal mas é uma ajuda pró orçamento).

Quanto ao livro propriamente dito:


"O Sonho do Celta" baseia-se na vida do irlandês Roger Casement, cônsul britânico no Congo belga, em inícios do século XX, que durante duas décadas denunciou as atrocidades do regime de Leopoldo II. Este homem, amigo de Joseph Conrad (e que o guiou numa viagem pelo Rio Congo, revelando-lhe uma realidade mais tarde retratada no romance "O Coração das Trevas"), teve uma vida extraordinária, plena de aventura. Acérrimo defensor dos direitos humanos - como também o comprovam os relatórios que redigiu durante a estadia na Amazónia peruana - militou activamente, no fim da sua vida, o nacionalismo irlandês, acabando condenado à morte por traição e executado.


Como é hábito neste Autor a história desenvolve-se em dois planos distintos temos por um lado os últimos dias de Casement, já na cadeia à espera da decisão final sobre o seu caso e por outro lado temos o relato da sua vida em Africa e na América do Sul.
É um romance no género "O Paraiso na Outra Esquina" , uma biografia de uma figura menos (re)conhecida da história mas com o toque de politica que caracteriza alguns dos melhores livros de Llosa.
Do que li até agora está, como de costume, magnifico...